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SAPÉ

 

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http://www.cileite.com.br/sites/default/files/28Instrucao.pdf

Emoliente e diurético. Cozinha-se a raiz e emprega-se o decocto para combater as hepatites e outras afecções do fígado, hidropisia, febres palustres, blenorragias e leucorréia. Pôr se tratar de um poderoso diurético, seu uso se impõe nas moléstias das vias urinárias, notadamente da retenção de urinas.

O Sapé. Imperata brasiliensis, Trinius

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Capim Sapé jovem.

 

Ninguém certamente desconhece o Sapé, pelo menos aqueles que habitam o interior do país, ou por ai tenham viajado com alguma instrução ou com interesse; dentre os lavradores e criadores de uma grande parte do Brasil, é ele muito conhecido , mal visto e considerado “praga” e como tal combatido.

O Sapé planta modesta que vegeta nos terrenos de terceira qualidade , depois de esgotada a capoeira, pertence á grande família das gramíneas e foi designado por Prinius com o nome pomposo de Imperata brasiliensis, o qual ainda acarreta algumas sinomias como Imperata Sapé, Anderson; Sacharum Sapé St. Hil;

Nos terrenos onde vegeta o Sapé, raros são os elementos dominantes; acompanhando geralmente o “Sangue de Drago”, o “Mongolo”, o “Andá Assú”, a “Agoniada”, o “Cipó Timbó”, etc. indício seguro de terreno pobre e esgotado, classificado abaixo do solo de terceira qualidade; neste terreno, o milho rende pouco e assim mesmo, com a condição de ser plantado muito cedo.

O Sapé é uma das plantas mais comuns do Brasil, ocupando grandes extensões, quer de morros, vargeados ou vargens secas, ele é nativo ma maioria dos estados brasileiros, Rio de Janeiro, E. Santo, Bahia, Minas e S. Paulo, Goias, Alagoas, etc.

Do seu rizoma que é comprido, nodosos, mais ou menos grossos, partem vários colmos de 30 a 80 cms de altura, formado pela sua reunião pequenas socas ou touceiras; eles são lisos, com as folhas invaginantes, lineares, lanceoladas, pontudas de 15-40cm de comprimento sobre 5 a 12cm de largura; inflorescência em panículas reunidas em forma de espigas, de 8-15cms, de alt. Com as espiguetas de 4mm de comprimento, tendo envoltório de cor cinzenta prateada ( Hist. Das Plantas Med. E Úteis do Brasil, 551. Th Peckolt e G.Peckolt.)

Não floresce no inverno ou no verão, mas quando queimado, brota e logo floresce, dando ao longe uma bela impressão de uma vasta plumagem ao Léo do vento. A flor é um cacho constituído por pequenas espigas reunidas, que se desprendem e voam, espalhando as suas sementes por todos os recentos.

O seu aspecto quando novo é agradável, devido ao belo verde de suas folhas novas, mas, quando adulto ele perde lentamente a sua bela cor, cedendo lugar ao amarelo avermelhado de suas folhas apresentando o aspecto de um vasto lençol de palha.

Ele presta-se ao uso de archotes para iluminar a noite, acender o fogo, ou para “moquear”, sapecar ou pelar porcos depois de mortos, como é comumente usado.

Dentre as suas utilidades, a mais pratica é a de servir para cobrir choupanas (casas de sapé), palhoças, ranchos e para cama de animais.

Das suas folhas, extrai-se celulose que se presta para o fabrico de papel ordinário.

Suas propriedades medicinais, nada deixam a desejar, outros vegetais mais notáveis; o seu rizoma, substitui perfeitamente a raiz de grama como diurético, em cozimento de 30 grs para 500 ml de água, que é fervido até ficar reduzido a 300 ml sendo usado aos cálices de hora em hora. É aconselhado para dissolver os cálculos e areias cozimento e expeli-los, sendo aplicado o cozimento ou o extrato fluido, este na dose de uma colher das de chá, 3 a 4 vezes no dia e o cozimento do modo acima indicado.

 

Bibliografia: Revista Chácaras e quintais out. de 1910