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SACO SACA ARARUAMA

Descrição: Descrição: Descrição: http://thumbs.dreamstime.com/x/sementes-da-mostarda-do-linho-do-coentro-e-do-girassol-22948349.jpg

Descrição: Descrição: Descrição: Sementes do coentro, do girassol, do linho e da mostarda Fotografia de Stock

SACO SACA ARARUAMA- ovário, útero, ext. corrimento

Ignoradas numas épocas da história, e até desprezadas em outras, as plantas medicinais têm esperado vários milénios, caladas e pacientemente, que nós, os seres humanos, dirijamos para elas a nossa atenção, a fim de conhecê-las, estudá-las, aplicá-las e porque não?—amá-las.

Após uma época de brilhantes progressos científicos, em que a terapêutica —ciência da cura, depositou todas as suas esperanças exclusivamente em sofisticados laboratórios e em dispositivos de alta tecnologia, volta a ressurgir o interesse pelos remédios simples que a Natureza oferece: não só as plantas, mas também a água (hidroterapia), o sol (helioterapia) ou as terras medicinais (geoterapia), entre outros.  A. ajuda de que o ser humano necessita para  muitas doenças e padecimentos, vem chegando a cada dia da terra, das simples ervas do campo.

Nessas humildes culturas, plantinhas esquecidas, ou como antigamente conhecíamos as plantas medicinais, sempre foi aí que a Natureza escondeu os seus maiores encantos, nunca devemos  menosprezar aquilo que parece simples. Antes observadas com consideração e respeito, pois é delas que procede a maior parte dos medicamentos, cerca de 45% segundo a revista Veja edição 1749. E se for crente e acreditar num Deus de amor que criou a vida, eleve o olhar para o céu em sinal de gratidão, por ele nos ter provido de tantos seres do reino vegetal, capazes de curar as doenças e de aliviar os nossos sofrimentos, tornando assim mais suportável a nossa passagem pela existência.

É tão amplo e variado o mundo das plantas, muito já foi estudado mas temos ainda muito  por descobrir nas cerca de 400.000 espécies de vegetais que povoam o nosso planeta. Tentaremos humildemente nessa página, elucidar um pouco deste vasto oceano do conhecimento da botânica e da fitoterapia.

O que tentaremos ao longo deste longo período que começa agora, abril de 2009 e certamente sem prazo para terminar, será explicar de modo prático, como seria possível incluir em nosso dia a dia, essas maravilhas da Natureza.

Hoje ao visitar as milhares de páginas da Internet que versam sobre esse tema é fácil ver o quanto já se industrializou das ervas medicinais, sobretudo com os fitoterápicos. A fitoterapia é uma palavra oriunda do grego “tratamento” (therapeia) “vegetal” (phyton) e tem por definição a utilização dos princípios ativos das plantas para o tratamento de doenças, além de estudar as plantas medicinais e suas aplicações na cura das enfermidades.

A medida que as plantas medicinais vierem a ser conhecidas, serão cada vez mais utilizadas e apreciadas por médicos e doentes. Os laboratórios farmacêuticos certamente dirigirão os seus esforços de investigação para o mundo vegetal, que ainda conserva grandes segredos por revelar, de tal forma que cada vez haverá mais  medicamentos à base de plantas medicinais.

O mundo das plantas medicinais tem muitas coisas a oferecer para o nosso próprio bem-estar. Como já disseram alguns autores “Entramos já na era da medicina verde”.

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Como usar Plantas Medicinais – Técnicas gerais de preparo

Chá por infusão: são soluções extrativas obtidas da adição de água previamente aquecida sobre o vegetal. Consiste simplesmente em verter água fervente sobre a planta mantendo-a em frasco fechado por 10 a 15 minutos.

Emprega-se 5 partes da planta por 95 partes de água.

Folhas e flor frescas ou secas.

Chá por decocção: são soluções extrativas da adição de água fria com a planta vegetal e levadas à fervura por tempo determinado: 2 minutos para folhas e flores, 7 minutos para raízes e caules, 10 minutos para a planta toda. Manter em frasco fechado por 10 minutos, deve-se cuidar quanto à presença de substâncias termolábeis (que se alteram elo calor, caso em que seria melhor utilizar a infusão). É muito utilizado este, para prepara- o chá de folhas coriáceas (duras), cascas e raízes. Usa-se 10 partes da

planta para 150 partes de água.

Tintura: utilizam-se vegetais secos triturados imersos em álcool a 70 a 80, a 85 graus GL sendo que a quantidade de Planta pode ser de 10 a 20% de acordo com os grupos químicos.

Xaropes: é a forma na qual se emprega 2/3 do peso da Planta ou fruto em açúcar ou mel preferencialmente. Coloca-se paria ferver, não permitindo o aumento da temperatura superiora 80° C. Após solubilizado, filtra-se sobre gaze conservando em frasco âmbar (escuro). Contra-indicado para diabéticos.

Maceração: amassar a erva e colocar em água, 7 horas para as folhas e flores, 12 horas para raízes e cascas, 24 horas para a planta toda.

Loção: são líquidos aquosos, soluções coloidais, emulsões e suspensões, de acordo com a solubilidade do fármaco destinados a aplicações sobre a pele. Exemplo: prepara-se o chá e adiciona-se 1/4 de álcool (3 xícaras de chá e 1 de álcool).

Cataplasmas: são formas constituídas por massa úmida e mole de materiais sólidos. Compõe-se de pó, farinhas ou sementes diluídas em cozimento ou infusão de plantas até adquirirem consistência de uma pasta. A planta medicinal pode ser incorporada por trituração à pasta mole. Aplica-se quente, morna ou fria entre 2 tecidos, para reduzir a inflamação ou exercer ação revulsiva.

Compressas: são feitas com pedaços de pano limpo, algodão a 92° submetidos em chá ou sumo de plantas aplicadas quentes ou frias no local afetado. Renova-se freqüentemente.

Uso externo.

Alcoolatura: são preparações contendo planta fresca em álcool a 92° submetida a maceração por 10 dias em frasco fechado – geralmente a relação entre o vegetal e o álcool é de 1.1 a 1.2.

Elixires: são líquidos hidroalcoólicos, adicionados, destinados ao uso oral, contendo geralmente glicerina, sorbitol ou xaropes simples.

Sumo: obtém-se o sumo triturando a planta fresca e extraindo da parte sólida o líquido que é liberado.

Encapsulados: são ervas secas trituradas e embaladas em cápsulas.

Inalação: prepara-se colocando água fervente sobre as folhas previamente picadas em um recipiente, com a finalidade de aproveitar a ação dos óleos voláteis contidos na planta, inalando-se os vapores.

Emplastos: são preparações que possuem grande força aderente destinados a uso externo.

Podem ser empregados com substâncias medicamentosas entre as quais os extratos, as tinturas, os infusos, etc., e utilizar diretamente sobre a lesão.

Ungüento: prepara-se com o sumo de erva ou chá mais forte misturado em óleo vegetal.

 

  • Nome: Guaco

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Guaco

Nome cientifico: Mikania guaco

Parte utilizada: Folhas, planta florida seca, galhos

Propriedades : Diurético, béquico, expectorante, anti-reumático, febrífugo, antigripal, antimicrobiana, anti-reumática, anti-septica das vias respiratórias, antitussígena, aromática, estimulante, estomaquica, expectorante, febrifuga,hipotensora (folhas frescas), peitoral, sedativa e depurativo.

Indicações : Ácido úrico, afecções do trato respiratório, ansiedade, artrite, asma, bronquite, coqueluche, dermatites, eczema pruriginoso, inflamações intestinais, insônia, picada de insetos e cobras. Fornece um chá perfumado e muito útil em casos de tosse e catarros Tem efeito broncodilatador comprovado. É um antisséptico das vias respiratórias, expectorante, antiasmático, febrífugo, sudorífico, anti-reumático e cicatrizante.

Modo de usar – Infusão

Estados gripais; febres; catarros bronquial; asma brônquica; anti-séptico das vias respiratórias; reumatísmos; em 1 xícara de chá, coloque 1 colher de sopa de folha fresca picada e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara de chá, 2 vezes ao dia.

Xarope – fazer a decocção com 15-20 folhas de guaco em 100 ml de água, adicionar folhas de poejo ou assa-peixe e gengibre ralado (1 colher de chá), cobrir e deixar esfriar, juntar 150 a 200 g de açúcar ou rapadura e dissolver. Tomar 1 a 2 colheres de sopa 2 a 3 vezes ao dia, para crianças fornecer a metade da dose (crises de tosse);

Extrato fluido 1 a 4 ml por dia;

Tintura 2 a 4 colheres de chá ao dia;

Suco 2 folhas frescas com água (bater no liquidificador e beber);

Outras observações: Conta-se no Peru que quando certas aves são picadas por cobra, alimentam-se das folhas de guaco para contrabalançar a ação do veneno. Não por acaso, no Brasil, um dos nomes populares da planta é erva-das-serpentes.

Mas é na propriedade expectorante das suas folhas que reside a característica verdadeiramente consagradora, razão de ser de diversos estudos e principal responsável pela sua ampla disseminação. Inúmeros xaropes receitados pela medicina convencional e que são feitos à base da erva, cuja prescrição é bastante difundida, constituindo-se num dos fitoterápicos mais usados no país.

Até 15 anos atrás, as folhas de guaco utilizadas nos medicamentos vinham direto da Mata Atlântica. A planta é muito comum nas beiradas das florestas da Serra do Mar. Hoje em dia, já há plantações. Áreas semi-sombreadas são as suas preferidas, mas ele cresce a sol pleno também, embora apresente excesso de inflorescências nesse caso. O mesmo ocorre em relação aos solos. Os argilosos e argilo-arenosos são mais indicados, mas a planta se adapta razoavelmente bem em outros tipos de terreno. Flexível até na sede, exige pouca água até os seis meses.

Está provado que o chá de guaco age dilatando os brônquios, mas os mecanismos dessa ação, como o efeito se desencadeia pelo metabolismo humano, ainda não foram totalmente decifrados. O que se sabe com segurança é que o chá deve ser feito com folhas frescas, já que elas perdem as propriedades químicas rapidamente. É possível que o princípio ativo da ação expectorante seja responsável também pela redução da acidez no estômago de ratos de laboratório, diminuindo assim as lesões ulcerosas. Outra qualidade pouco conhecida dessa trepadeira foi detectada na Faculdade de Odontologia da Unicamp. Os testes avaliaram a ação antiplaca de 20 extratos de plantas diferentes. O do guaco foi o que apresentou os melhores resultados. Há uma precaução no entanto com o seu uso por hemofílicos. Um dos compostos da planta pode alterar a coagulação do sangue, causando hemorragias. Mesmo para quem não sofre do mal, recomenda-se evitar o seu uso prolongado. Outro motivo para cautela: doses altas podem causar vômitos e diarréia.

As experiências in vitro do Guaco contra a placa dental bacteriana e desenvolvimento da cárie duraram dezoitos meses. A ação terapêutica foi eficiente no combate ao estreptococos do grupo mutans, responsáveis pela placa. Os resultados demonstraram que o efeito foi conseguido com pouca quantidade de erva o que significaria o desenvolvimento de um medicamento mais barato. Os testes feitos em ratos demonstraram que uma das substâncias presentes no Guaco, a cumarina, e outros extratos da erva inibem a secreção de ácido pelo estômago. Essa diminuição ocorre com o bloqueio dos receptores do neurotransmissor acetilcolina.

Uma das descobertas aponta que o guaco é muito mais eficiente no combate à úlcera gástrica do que inúmeras outras plantas utilizadas regularmente na composição de medicamentos para a doença. Isso porque os extratos e a cumarina presentes na planta bloqueiam os receptores do neurotransmissor acetilcolina, diminuindo a secreção de ácido produzida pelo estômago. O mecanismo de ação é semelhante ao que ocorre no sistema respiratório – o bloqueio aos mesmos receptores provoca a broncodilatação e a diminuição da secreção brônquica.

No sistema respiratório também ocorre o bloqueio desses receptores possibilitando uma broncodilatação e a diminuição da secreção brônquica- isso já descoberto pela medicina popular e agora provado cientificamente. Além da cumarina, estão sendo testados outros princípios ativos do Guaco, como os ácidos diterpêndicos. Os pesquisadores usaram a técnica in vitro para colocar o extrato da erva em contato com 5 tipos de linhagens tumorais (mama, mama resistente aos medicamentos tradicionais, melanona, leucemia e pulmão). Os resultados foram muito positivos com o melanona (mais comum tipo de câncer de pele): 78% das células cancerígenas foram eliminadas. Nos demais tipos de tumores o índice ficou entre 40% e 50%. “Cada tipo de câncer é uma doença com etiologia, tratamento e evolução diferente, é muito difícil descobrir uma droga eficaz em todos os tratamentos”, afirmou o médico responsável pela pesquisa.

O médico medieval Fracastoro em sua obra “Sifílide ou morbo gálico” publicada em 1530 enaltece os efeitos do guaco, descoberto poucas dpecadas atrás na América e considerada como miraculoso na cura da sífilis. A descoberta do uso dessa planta como medicamento é atribuída pelo autor a um dos deuses. Na sua descrição poética aparece a figura do jovem pastro Sífilo, de quem a moléstia tomou o nome numa invenção do próprio Fracastoro. Sífilo contraíra o terrível mal como castigo por ter blasfemado contra o Sol. Arrependido ele suplicava perdão aos deuses, até que Diana se comoveu e prometeu fazer com que ele encontrasse o remédio depois de acompanhá-la em uma viagem ao país dos mortos. Na volta a deusa lhe entrega um ramo de guaco.

 

  • Nome: Ipê-Roxo

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Ipê Roxo

 

Nome científico: Tabebuia impetiginosa (Mart. ex DC.) Standl

 

Parte utilizada: casca, folhas.

Propriedades medicinais: adstringente, analgésico, antiblenorrágica, antimicrobiana (gram +), antiinflamatória, antiinfecciosa, antitumoral, antinevrálgica, anti-sifilítica, antibactericida, antifungo, depurativa, diurético.

Indicações: alergia, anemia, diabete, diarréia, câncer, candidiasis, catarro da uretra, colite, coceira, ovário, estimulante do sistema imunológico (prevenção de leucemia, diabete, câncer), feridas, fígado, fungo, garganta, inflamacão artrítica, leucemia, lupus, mal de Parkson, malária, osteomielite, problemas respiratórios, psoríase, queimaduras, úlcera, útero.

Modo de usar:

Varizes; hemorróidas; úlceras varicosas; depurativo após a sífilis, eczemas : coloque 1 colher de chá do pó da casca em 1 xícara de chá de água em fervura. Deixe em cozimento por 10 minutos, filtre e tome 1 xícara de chá de 1 a 3 vezes ao dia.

Depurativo após a sífilis; reumatísmo; feridas; imunoestimulante; antitumoral : coloque 2 colhres de sopa de pó em 1 xícara de chá de álcool de cereias a 70%. Deixe em maceração por 3 dias e coe em um pano. Tome 1 colher de chá, diluído em um pouco de água de 2 a 3 vezes ao dia. Para crianças dar 1 colher de café. Nos casos de feridas, diluir essa tintura com água, meio a meio, e aplique nas partes afetadas, com um chumaço de algodão.

Afecções da boca, feridas, estomatite, aftas e herpes labial ; em um pilão, coloque 3 colheres de sopa de flores frescas e adicione 1 xícara de café de água fervente. Amasse bem e coe em um peneira fina ou gaze Em seguida, acrescente uma xícara de café de mel. Misture bem, aplique nas partes afetadas, com um chumaço de algodão várias vezes ao dia.

Contra-indicações: gravidez, período de lactação.

Altas doses causam náuseas, vômitos, diarréia, efeito anticoagulativo do sangue; abortivo; não foi evidenciada toxicidez hepática ou renal.

Outras observações: O Ipê-Roxo é tido como um poderoso auxiliar no combate a determinados tipos de tumores cancerígenos. É usado também como analgésico e como auxiliar no tratamento de doenças estomacais e da pele. No passado, foi largamente utilizado no tratamento da sífilis. A árvore do Ipê-roxo é alta e tem como característica as flores tubulares arroxeadas. A substância com propriedades terapêuticas são encontradas na casca. A extração predatória, realizada durante anos, quase levou a espécie à extinção.

A história científica desta “árvore buquê”, Tabebuia avellanedae Lorentz & Grizebach Goett, começa na Argentina em 1847 com a publicação do livro “La Vegetacion del Noroeste de la Província de Entre Rios”. A árvore é da família das Bignoniaceas, alta, decidual, comumente de 25-30 metros de altura e 60-80cm de diâmetro na altura do peito.

Certa vez uma paciente terminal com câncer de útero sonhou que um monge lhe apareceu, e disse para ela procurar o remédio para a sua doença em uma árvore chamada Pau d’arco. A paciente assustada, mas recordando do sonho, contou a um parente que trabalhava pesquisando plantas medicinais. O parente, fitoquímico, resolveu seguir o sonho, e procurar o remédio no cerne do Pau d’arco.

No curso de nossas pesquisas no campo dos antimicrobianos de plantas superiores, foi constatado que extratos etanólicos e acetônicos de amostras da madeira de construção denominada Pau d’arco (Tabebuia spp) apresentam forte ação inibidora contra gram-positivos (Baccilus subtilis e M. pyogenes v. aureus). Posteriormente verificou-se que as soluções obtidas oferecem, por concentração, abundante messe de substância cristalizada de cor amarela ouro, identificada, em seguida, como lapachol [2-hidróxi-3-(3-metil-2-butenil)-1,4-naftoquinona], composto cuja descoberta e estudo, nos fins do século passado, representou um dos capítulos mais brilhantes da história da fitoquímica”.

O botânico Theodoro Meyer, da Universidade de Tucuman, da Argentina, conseguiu isolar importantes componentes do ipê-roxo, como a quinona, cujo efeito germicida pôde ser comprovado. A quinona possui uma estrutura semelhante a da vitamina K6, que detém efeito adstringente que auxilia o metabolismo do fígado na produção de protombina e de outras substâncias que participam da coagulação sangüínea. Estas propriedades da quinona, presentes no ipê-roxo, ajudam a explicar seu poder antiinflamatório e na dissolução de tumores. O primeiro contato que Meyer teve com o ipê-roxo foi com os índios callawaya, descendentes dos incas. O poder de cura dos callawaya, segundo disse o médico, é conhecido em todo o mundo. Eles já catalogaram cerca de mil plantas medicinais. O conhecimento sobre elas é passado de geração a geração. Durante a construção do Canal do Panamá, por exemplo, estes índios foram chamados para curar dezenas de operários vitimados pela febre amarela. Com os curandeiros da tribo, chamados de “Senhores do Saco de Remédios”, Meyer aprendeu que, pelos conhecimentos indígenas, o ipê-roxo é considerado uma das principais “plantas mestras”. E era indicada para uma ampla variedade de doenças, como câncer, leucemia, diabetes e reumatismo.

O botânico argentino, desde então, devotou toda sua atenção aos experimentos relacionados ao ipê-roxo. Tentou levar adiante o conhecimento que obtivera ao longo de anos. Não obteve sucesso, porém. Em 1972, morreu frustrado pela falta de aceitação de seus experimentos por parte da medicina ortodoxa. Em 2007, porém cientistas americanos descobriram que uma substância extraída da casca do ipê-roxo mata um certo tipo de célula cancerígena, conforme estudo publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

Segundo os pesquisadores do Centro Médico Southwestern, da Universidade do Texas, a descoberta pode abrir o caminho para um novo tratamento contra o tipo mais comum de câncer de pulmão.

Um dos compostos tirados da casca da árvore, o “beta-lapachone”, mostrou promissoras características anticancerígenas. Cientistas já estão utilizando a substância em testes clínicos para examinar seu resultado contra o câncer de pâncreas nos seres humanos.

No entanto, até o momento ainda não se sabe como funciona o mecanismo que mata as células. Basicamente foi descoberto o mecanismo de ação do beta-lapachone e uma forma de utilizar o remédio num tratamento individualizado, disse David Boothman, professor do Centro Oncológico Integral Harold Simmons e autor principal do estudo.

A radiação danifica o DNA das células, aumentando a presença de NQ01, segundo os cientistas. “Quando se dirige a radiação sobre um tumor, os níveis de NQ01 aumentam. Tratando as células com beta-lapachone, uma sinergia entre as duas substâncias leva a uma morte contundente” das células cancerígenas, disse Boothman.

  • Nome: Pariparoba

Descrição: Descrição: Descrição: PARIPAROBA

Pariparoba

Nome científico: Piper peltatum L.

Partes utilizadas: folhas ,raízes, casca do tronco e sementes

Propriedades medicinais: anti-reumática, anti-anêmica, antiespasmódica, antigonorréica, antiinflamatória, colagogo, desobstruente, desopilante do fígado, emoliente, diurético, hepático, laxante, sudorífera, tônico.

Indicações: afecção do fígado e do baço, anemia, atonia do estômago, azia, digestão, distúrbio renal, escrofulose, febre, fermentação intestinal, furúnculo, gastralgia, hepatite, prisão de ventre, resfriados, reumatismo, rins e tosse

Modo de usar: Estimulante das funções estomacais, hepáticas, pancreáticas e do baço, diurético : em 1 xícara de chá, coloque 1 colher de chá de raízes picadas, 1 colher de chá de folhas picadas e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara de chá de manhã em jejum, e outra antes do almoço.

Debilidade orgânica; estimulante das funçòes estomacais; hepáticas; apancreáticas e do baço : coloque 2 colheres de sopa de raízes e folhas picadas em 1 garrafa de vinho branco seco. Deixe em maceração por 8 dias e coe. Tome 1 cálice, antes das principais refeições.

Outras informações: Planta brasileira muito comum em nosso país, a pariparoba é um arbusto que chega a medir 1,50 m de altura, com folhas arredondadas, que, quando esmagadas, exalam um particular e agradável aroma capaz de contaminar de maneira sutil todo o ambiente.

Também conhecida como caapeba, que quer dizer “erva amiga”, pariparoba, pariparoba-do-mato, pariparova, periparoba, capeba, caena e aguaxima, a erva é usada inteiramente desde as raízes até as folhas e frutos.

 

Contendo pequenas, mas numerosas flores, a pariparoba possui frutos em forma de uma baga longa, como uma espiga. Já a raiz é de sabor ardente, mas aromática e lenhosa quando fresca.

Pela enorme quantidade de óleo em seu fruto, devemos considerá-la uma planta como poucas, onde tudo que possui se aproveita.

Na medicina, suas propriedades são: estimulantes, desobstruem o fígado, auxiliam os processos digestivos, fluidificam a bile, é diurética, excelente no auxílio da bronquite crônica e ativa na expectoração do muco purulento.

Em doses altas, pode provocar efeitos desagradáveis a certas pessoas, como náuseas, vômitos, cólicas e diarréia com pequena elevação de temperatura, seguida de dor de cabeça e tremores que, sem cuidado uma possível paralisia. A fim de eliminar todo o excesso, caso aconteça, o organismo expulsa a erva através da mucosa respiratória e da pele.

A planta contém também um composto químico capaz de proteger a pele dos efeitos nocivos de raios ultravioleta do tipo UVB. Em estudo cientifico conduzido na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, percebeu-se que ela protege a pele dos efeitos imediatos e crônicos da radiação solar, como também da diminuição da elastina e do colágeno, além de ser útil também contra a hiperplasia epitelial – o aumento desenfreado do número de células da parte mais externa da pele.

As pesquisas começaram a partir de uma investigação da atividade de proteção hepática atribuída à planta. A professora Silvia explica que começou a estudar o composto 4-nerolidilcatecol, molécula encontrada no extrato da raiz da planta, cuja estrutura química é muito semelhante à do alfa-tocoferol – mais conhecido como vitamina E, um antioxidante usado em formulações de produtos de beleza para a prevenção do envelhecimento cutâneo. O potencial antioxidante da molécula encontrada na pariparoba foi comprovado nos resultados da pesquisa de doutorado de Cristina Ropke, orientanda da professora Silvia.

Esse resultado chamou a atenção da empresa Natura, que disputou e venceu a licitação de concessão de licença para a utilização do extrato da raiz no desenvolvimento de produtos de uso cosmético, os produtos resultantes desta descoberta já foram lançados pela Natura.

 

Nome: Oliveira

 

Descrição: Descrição: Descrição: oliva

Oliveira - Olea europaea L

Nome científico: Olea europaea L

Partes utilizadas: frutos e folhas

Propriedades terapêuticas: adstrigente, anti-reumático, anti-séptico, antiálgico, antiasmática, antiinflamatório, antilítica, broncodilatadora, colagoga, depurativa, diurética, emoliente, espasmolítica, hiocolesterogênica, hipoglicemiante, hitensora, laxante, aromática, nutritiva, restauradora, vermífuga, anti-séptica, vulnerária, diurética e antioxidante.

Indicações: asma, colite, constipação, enterite, estomatite, gota, gastrite, hipertensão arterial, pedras nos rins, queimaduras, toxinas do sangue, reumatismo e vermes.Como auxiliar em regimes de emagrecimento auxilia na eliminação de gorduras.

Modo de usar:

Infusão:

Preparar 3 colheres de sopa da planta para cada litro de água. Beber de de 3 a 4 xícaras de chá por dia

Decocção

Prepara-se com até 40g de folhas por litro de água, fervendo até que a água fique reduzida a metade. Tomar 3 xícaras ao dia

Outras observações:

A oliveira é uma das plantas cultivadas mais antigas que se tem notícoa e atualmente tem um grande interesse comercial. A oliveira faz parte essencial da cultura mediterrânea. Desde que a pomba enviada por Noé, regressou com um raminho de oliveira no bico, comprovando assim a descida das águas do dilúvio, esta árvore transformou-se no símbolo da paz.

Entre os Judeus, o azeite era usado para ungir as pessoas que deviam consagrar-se a uma missão especial. E na época cristã converteu-se no símbolo do Espírito Santo. Os Fenícios e os Romanos disseminaram-na por toda a bacia mediterrânea. O azeite continua a ser a gordura comestível mais importante na dieta popular do Sul da Europa, companheiro indispensável do pão, das saladas e de tantos pratos saborosos.

É uma árvore que raramente ultrapassa os 10 m de altura e, como geralmente o homem intervém no seu crescimento, pode apresentar diferentes tipos de copas. Pode atingir os 1500 anos, sendo por isso a árvore europeia de maior longevidade. Necessita de muita luz para se desenvolver e de solo de boa qualidade.

Os frutos, as azeitonas, são a princípio verdes e, quando maduros, variam entre o violáceo e o preto. São comestíveis, depois de curados, ou transformadas em azeite

Antigamente, quando não existia a grande variedade de produtos de beleza de que dispomos atualmente, o azeite era um dos cosméticos mais apreciados. Entre o antigo povo de Israel, como noutras culturas da área mediterrânea, era costume ungir a cabeça com azeite para embelezar a pele e o cabelo.

Todos os óleos, mas especialmente o da azeitona, têm ação emoliente (suavizante) e protetora sobre a pele que os absorve. Uma boa forma de aplicar o azeite sobre a pele é a seguinte:

1. Aplicar uma loção com azeite, acompanhada de uma suave massagem sobre todo o corpo;

2. Vestir uma bata ou um roupão e esperar durante 15-20 minutos;

3. Passado este tempo, toma-se um banho quente, ensaboando a pele com o produto habitualmente utilizado, depois de enxugar-se, nota-se como a pele ficou mais suave e limpa.

Dado que o stress oxidativo é também um fator responsável pela arteriosclerose, estudos recentes em Portugal (ENMP*), comprovaram importante capacidade de alguns extratos de folha de oliveira em capturar radicais superóxido (O2) e radicais livres. Suas folhas contém o oleuropeósido que contêm comprovadas propriedades hipotensoras e ainda desempenham um papel importante na prevenção da arteriosclerose e das doenças coronárias, assim como na diminuição das LDL (colesterol ruim) e aumento da taxa das HDL (colesterol bom).

A percentagem que traduz a capacidade de capturar radicais superóxido variou de 85 A 91%, esta elevada capacidade dos extractos das folhas de oliveira para capturar radicais livres oxigenados ou não, provavelmente seja um dos fatores responsáveis pelas propriedades preventivas da arteriosclerose e das doenças coronárias descritas para esta planta.

* Estação Nacional de Melhoramentos de Plantas

 

Azeite de Oliva: gostoso e saudável

 

A oliveira certamente é o arbusto mais citado nos textos bíblicos e históricos. Suas folhas e seus frutos aparecem na Arca de Noé e nas tumbas dos Faraós. Nas últimas décadas, os benefícios de seus frutos, esmagados e transformados em azeite, aparecem em centenas de pesquisas como tempero dos pratos saudáveis, protetor da circulação sanguínea e patrono da longevidade. O azeite de oliva, que continua custando caro demais entre nós, é considerado a única gordura que, além de fazer muito bem, não faz mal algum.

A “árvore que dá azeitonas”, verdes e pequenas ou grandes e pretas, é com certeza a planta mais antiga conhecida por nossa civilização. Desenhos das oliveiras foram descobertos nas cavernas do Saara cinco mil anos antes de Cristo, quando o deserto não era deserto. Ramos de oliveira aparecem nas escavações da “extinta” ilha de Creta e nas vestimentas dos faraós egípcios. O Antigo Testamento relata que Noé foi informado que o dilúvio estava acabando quando uma pomba, com uma oliveira no bico, pousou sobre a arca. A mitologia grega fala das oliveiras, o próprio Cristo chorou aos pés desses arbustos na véspera de sua morte. Nem a macieira, que teria tentado Adão no princípio da história bíblica, tem tanta importância histórica quanto a oliveira.

Pois as pesquisas dos últimos 40 anos só estão confirmando a razão de tanta homenagem aos pés de oliveira. A azeitona não aparece como um fruto, onde se degusta a polpa que envolve o caroço, e que continua sendo muito apreciada entre nós. O importante passa a ser o sumo extraído da moagem de sua semente, de seu caroço, e que é conhecido como azeite de oliva.

Comer azeitonas é gostoso, mas o que nos interessa agora é o “óleo” extraído do caroço desse fruto. Os pesquisadores têm uma frase quase definitiva sobre o azeite de oliva: trata-se da única gordura consumida pelo homem que faz todos os bens, e não faz nenhum mal.

O azeite de oliva reduz o mal colesterol, beneficia pessoas com pressão arterial alta, facilita a digestão. Só esses três fatores são suficientes para reduzir o risco de enfartes do miocárdio e derrames cerebrais. Além de melhorar a disposição física, a memória, a qualidade do sono e o apetite. Em resumo, o azeite de oliva diminui os riscos de morte, de doença, e melhora a qualidade de vida.

Os primeiros grandes estudos que comprovaram os benefícios do “sumo” da azeitona foram feitos comparando-se os povos do norte da Europa com os habitantes da região do Mediterrâneo. Os últimos, comparados com os primeiros, sempre tiveram uma saúde melhor, com menores taxas de colesterol e, consequentemente, com menor índice de doenas ligadas ao coração.

Constatou-se que havia várias razões para essa diferença. Em primeiro lugar, o povo mediterrâneo consome enormes quantidades de frutas, legumes e saladas, ricos em antioxidantes, que reduzem a velocidade do envelhecimento das células. Em segundo, a alimentação dessa região tem sido menos influenciada pela marcha da moderna tecnologia alimentar, o que significa que ali comem menos gorduras, açúcares e conservantes. Mas uma das principais razões vem sendo atribuída ao consumo diário do azeite de oliva, inclusive no cozimento dos alimentos. Já nos países do norte da Europa consome-se e emprega-se manteiga ou gorduras animais em quase todos os pratos.

As pesquisas mostraram que o cardápio dos moradores do Mediterrâneo continham uma grande quantidade de antioxidantes. Os antioxidantes atuam como “varredores” de radicais livres, prejudiciais à saúde, protegendo-nos do seu poder destrutivo. Pois o azeite de oliva, em particular, é bastante rico em vitamina E, um dos mais poderosos antioxidantes.

A vantagem, para todos nós, é que o consumo do azeite de oliva só traz prazer, acrescentando sabor especial a uma grande quantidade de pratos, dos mais sofisticados aos mais comuns.

A dieta mediterrânea, como são conhecidos muitos pratos à base do azeite de oliva, está repleta de receitas saborosas. Muitas delas dispensam a utilização de carne, como os pratos de massa servidos apenas com legumes ou mariscos. Pratos à base de pimentão, beringelas e azeitonas. Peixes apenas grelhados ou assados. Pratos de arroz que levam de tudo um pouco. Queijos meio-gordos de cabra ou ovelha. E as delícias do pão caseiro, molhado em azeite e alho, em substituição da manteiga tão rica em gordura.

É preciso dizer que o custo dos produtos é responsável, em grande parte, pela escolha deste ou daquele alimento. Os melhores azeites de oliva são importados das regiões do Mediterrâneo, países que cercam esse mar que separa a Europa da África. Itália, Espanha, Portugal, Grécia, Tunísia, entre muitos outros países, produzem excelente azeite de oliva. Ali estão olivais centenários, e outros recentes, cultivados com todos os critérios exigidos pelos organismos internacionais. Por todas essas razões, o azeite desses países chega aqui a preços altos, muitas vezes inacessíveis a nossos orçamentos. De todo modo, quando for possível, vale a pena manter ao alcance, na cozinha, um frasco desse produto que já foi batizado de “sumo dos deuses”.

Os benefícios do azeite

Calcula-se que 70% da gordura do azeite de oliva seja monoinsaturada, aquele tipo que arrasta consigo outras moléculas gordurosas mais nocivas, presentes nas artérias. Ele é rico em um ácido graxo chamado oléico, um tipo de gordura que estimula o fígado a produzir o HDL, o colesterol bom, aquele capaz de combater o LDL, o colesterol ruim, que pode colocar em risco a nossa saúde, aumentando o risco de doenças cardiovasculares.

Veja como é produzido o Azeite de Oliva

A produção do azeite de oliva é certamente o único processo que convive com procedimentos supermodernos, que empregam computadores na colheita, com práticas anteriores aos tempos de Cristo. A coleta da azeitona lembra muito a colheita do café, nos dois casos os frutos estão “pendurados” nos galhos e precisam ser recolhidos. Produtores de várias regiões da Itália, por exemplo, apanham as azeitonas empregando máquinas vibradoras que derrubam os frutos sobre um tapete estendido debaixo dos arbustos. As azeitonas são recolhidas por aspiradores gigantes. Na mesma região, há trabalhadores que sobem nas escadas e colhem os frutos manualmente, ramo por ramo.

Colhidas com as mãos ou com as máquinas, as azeitonas devem ser levadas para a usina logo em seguida, e amassadas no mesmo dia, caso contrário começam a sofrer alterações de sabor.

Aqui começa o processo de esmagamento das frutas. As usinas modernas esmagam as azeitonas com pedras movidas por computador. É o mesmo processo de milhares de anos atrás, a diferença é que a pedra antes movida por cavalos e camelos, amassando as azeitonas, agora é movimentada por botões e computadores.

A pasta esverdeada que escorre é recolhida e colocada numa espécie de cesta feita com fibras de coco ou de outra palmeira qualquer. Essas cestas, parecidas com boinas, são colocadas umas sobre as outras, depois prensadas manualmente ou com a ajuda de máquinas.

O azeite denso e esverdeado escorre por uma bica, depois é coado e separado das impurezas. Está pronto o que se classifica como AZEITE DE OLIVA EXTRA-VIRGEM, aquele que é retirado da primeira prensa. Esse azeite é ótimo para temperar pratos crus, como saladas e carpaccios.

Da segunda prensa resulta o AZEITE VIRGEM OU CLÁSSICO, bom para molhos, maionese e vinagrete. Países como Itália e Espanha dividem suas produções para exportação entre extra-virgem e virgem.

Outros óleos denominados de oliva também são derivados do mesmo esmagamento, mas passam por processos químicos e misturas com outras oleaginosas. O sabor fica padronizado e suas qualidades se mantêm por mais tempo. Entre esses óleos encontram-se o PURO OU ÓLEO DE OLIVA, indicado para frituras em geral, assados e marinados e o REFINADO, indicado para frituras de imersão porque agüenta altas temperaturas e é pouco absorvido pelo alimento.

Por conta de tantas interferências, é difícil saber se no supermercado estamos comprando um azeite de oliva confiável. Uma sugestão é observar o selo de qualidade que traz o produto importado e ter paciência para ler as informações de procedência.

Estudo inédito feito no País comprova benefício do azeite para o coração

Pesquisa revela que o azeite ajuda na prevenção de doenças cardíacas, reduzindo o LDL (colesterol ruim) e aumentando o HDL (colesterol bom).

O estudo inédito feito no Brasil por Luciane Faine (UNESP-Botucatu) e apresentado no evento “O Impacto do Azeite na Prevenção de Doenças” no Hospital do Coração de São Paulo, ressaltou a importância do azeite extra virgem na prevenção de doenças cardíacas. A pesquisa feita com 24 ratos, divididos em quatro grupos, foi apresentada pelo nutrólogo e cardiologista do Hospital do Coração Doutor Daniel Magnoni.

Cada grupo de seis ratos foi alimentado com quatro tipos de substâncias/alimentos. O primeiro foi tratado com NaCl 0,9% (soro), o grupo dois foi alimentado com azeite extra virgem (7,5 ml/kg/dia), já o terceiro foi tratado com ácido oléico (3,45ml/kg/dia) e o último grupo recebeu polifenol, 3.4 dihidroxifeniletanol – antioxidantes – (7,5,l/kg/dia).

Todos foram alimentados duas vezes por semana, durante 30 dias, e pesados semanalmente. O resultado indicou que os animais do grupo alimentado com azeite extra virgem apresentaram uma elevação do “bom colesterol” (HDL) e redução do colesterol ruim (LDL). O azeite extra virgem gerou um efeito antioxidante no músculo cardíaco, prevenindo a aterosclerose (formação de placas nas artérias) e agindo como “escudo” contra doenças cardíacas.

O azeite na prevenção de doenças:

Prevenção do Câncer – O nutrólogo e gastroenterologista do Hospital do Coração e Instituto de Metabolismo e Nutrição, Doutor Celso Cukier, explica que o consumo do azeite extra virgem pode auxiliar na prevenção do câncer. Isso porque o alto teor de ácido oléico – principal ácido graxo do azeite – contribui para neutralizar de forma significativa o gene da doença chamado Her-2/neu. O azeite é rico em gordura monoinsaturada, e seu consumo, por não interferir no ciclo do organismo, faz com que seus antioxidantes inibam os radicais livres e a presença e crescimento de tumores, lesões e substâncias inflamatórias.

Gorduras Monoinsaturada e Polinsaturada – O Professor Doutor Raul Dias dos Santos Filho, do Instituto do Coração – INCOR, comenta que as gorduras monoinsaturada e polinsaturada são benéficas para a saúde, pois não aumentam o nível de colesterol no sangue e ajudam a reduzir os depósitos nas paredes das artérias, estando relacionadas a menores riscos de enfermidades cardíacas. A gordura polinsaturada é encontrada em alguns óleos vegetais (soja, milho, girassol), margarinas cremosas e alguns óleos de peixe (ômega 3), já a monoinsaturada é encontrada nos óleos de oliva, canola e amendoim.

Gordura monoinsaturada na infância – A Doutora Fernanda Geradioli, da UNIFESP-EPM, ressalta a importância da gordura monoinsaturada na infância, segundo a médica a prevenção de doenças cardíacas pode começar ainda na infância com o consumo de gordura monoinsaturada, presente no azeite. A gordura é essencial para o organismo, pois é um veículo de vitaminas e fonte de energia. Para a criança na fase intra-uterina e nascente é muito importante a qualidade da gordura, principalmente para a formação e maturação do cérebro, retina e tecidos, além de fortalecer todo o desenvolvimento psico-motor no primeiro ano de vida. É neste período que o consumo de gordura monoinsaturada servirá para a membrana, controle do colesterol, e mais tarde, para produção de vários hormônios, entre eles o sexual.

Plantas Antioxidantes: Elas previnem o envelhecimento

Há mais de três milhões de anos um acaso evolutivo do seu metabolismo fez as algas verdes/azuis começarem a liberar oxigênio, que subira da superfície das águas e se acumulou na mais alta atmosfera em forma de 03.

Isso formou uma camada protetora contra raios ultravioletas do Sol, propiciando que os seres do mundo subaquático, onde a incidência desta energia letal era pequena, conquistassem a superfície da Terra.

Este gás oxigênio, em todas as suas formas, tornou possível a expansão da vida no planeta porque permitiu, além da proteção às radiações, uma grandiosa eficiência metabólica com produção maior e mais rápida de energia que a fotossíntese. Este gás que se tornou extremamente necessário à vida é bastante tóxico e os organismos tiveram que sofrer uma grande adaptação bioquímica para conviver com ele.

Hoje, a sua taxa na atmosfera é estável, em torno de 21 %, e se o índice fosse maior que 25% haveria no planeta enormes incêndios, porque ele é altamente inflamável. Se, por outro lado, baixar de 15% o fluxo deste gás na cadeia energética das atuais mitocôndrias não se daria de modo satisfatório. Para manter este “quantum” nesta faixa, as plantas contribuem ainda com a sua fotossíntese e os demais organismos se adaptaram para destruir o excesso de oxigênio que a própria cadeia produz como radicais livres. Altamente reativos, eles destroem outros elementos com o objetivo de adquirir elétrons para se neutralizarem (embora a grande maioria destas reações ocorram com o oxigênio, não é exclusivo dele), reduzindo-se então, e oxidando os elementos que são forçados a ceder os elétrons faltantes. Daí serem oxidantes. Os elementos oxidados necessitam, por sua vez, de elétrons e a cadeia caminha desordenando células, tecidos, órgãos, sistemas que são obrigados a, mesmo sem poderem, ceder seus elétrons.

Assim, os seres que sobrevivem às custas deste mecanismo perigoso, se não controlado, adaptaram-se e contam com mecanismos antioxidantes para coibir isto, antes que este oxigênio, em suas formas reativas destrua o próprio organismo.

A poluição, a fumaça, o cigarro, o estresse, o corte indiscriminado de vegetais estão contribuindo para que o sistema entre em falência porque os organismos não conseguem mais, sozinhos, inibir esta oxidação, através das substâncias que produzem, como as enzimas dismutase superóxida, peroxidase glutationa e catalise. Assim os organismos precisam de auxílio externo, proporcionado pelas vitaminas, principalmente as A, C e E, os flavonóides, os carotenos (e carotenóides = xantofilas) e pelos minerais como o selênio e o germânio, por exemplo.

Estes elementos que o organismo não tem em sua dispensa, ou os tem pouquíssimo, devem ser obtidos via alimentação, como preceituam a medicina naturalista, a trofoterapia, a medicina ortomolecular e a fitoterapia, já que as plantas são as grandes fontes destas substâncias.

Trabalhando com as vitaminas e minerais citados como exemplo, temos o seguinte:

VITAMINA A – um grupo de compostos lipossolúveis e, portanto, acumuláveis nos corpos, pode ser disponível ao organismo sob a forma de retinóides, provenientes de alimentos de origem animal e de carotenóides, de origem vegetal, que na verdade é um precursor da vitamina A, só se transformando nela conforme a necessidade orgânica. Por esta propriedade os carotenóides não são tóxicos, como a vitamina já formada, retinóides de origem animal e que são cumuláveis. É essencial para a função sensível da retina, para o crescimento e para a manutenção dos epitélios. Também aumenta o poder do sistema imunológico e é grande antioxidante por absorver a energia da espécie ativa do oxigênio chamada singlet, talvez a mais ávida por elétrons. Ajuda a recompor a vitamina C desgastada em alguns processos metabólicos, é também grande antioxidante.

Pode ser conseguida, por meio de pró-vitamina A nas plantas:

· alfafa (Medicago sativa L);

· alcachofra (Cynara scolymus L);

· abacateiro (Persea gratissima Gaertn);

· urucum (Bixa orellana L,B. arborea Hubr);

· trigo(gérmen) (Triticum sativum Lank);

· Spirulina máxima;

· urtigas (U. dioica L ou U. urens e U. pilulifera).

O abacateiro, o alho (Allium sativum L), o sabugueiro (Sambucus nigra L), a malva (M. sylvestris L), a pfáfia (Pfaffia sp), as urtigas, o dente-de-leão (Taraxacum off. Weber), a videira (Vitis vinifera), o albicoco (Prunus armeniaca L)) e as algas Macrocystis pyrifera têm vitamina A.

VITAMINA C – Também conhecida como ácido ascórbico é indispensável à manutenção das cartilagens, dentes, veias, artérias e capilares. Atua beneficamente nas glândulas e na pele, pigmentando-a; auxilia o fígado na formação do glicogênio, colabora na absorção dos hidratos de carbono, e trabalha o sistema respiratório, principalmente aí, e como antiinflamatória atuando como grande antioxidante.

Acha-se presente nas medicinais:

· alfafa (Medicago sativa L);

· rosas (norueguesa é melhor, mas também na mosqueta rubiginosa, syn. canina L);

· mirtilo (Vaccinium myrtillus);

· agrimônia (A. eupatoria);

· urucum (Bixa orellana);

· cavalinha (Equisetum arvense L);

· alecrim (Rosmarinus officinalis.);

· babosa (Aloe vera L, Aloe vulgar Lank, Aloe barbadensis Miller);

· bétula (B. alba).

· capuchinha (Tropaeolumm majus L);

· dente-de-leão (Taraxacum officinalis. Weber);

· borragem (Borago officinalis L) tem 0,04%;

· camomila (Matricaria chamomilla L é um bom exemplo);

· pfáfia (Pfaffia sp);

· ulmária (Spiraea u. L. Filipendula u.(L)M);

· castanha-da-índia (Aesculus hippocastannus L) e do Pará (Bertholletia excelsa Humb. et Bonpi);

· hibiscus (H. sabdariffa D. C.);

· hipérico/hipericão (Hypericum perforatum L);

· losnas (v.g. Artemisia absinthium L);

· quebra-pedra (Phyllantus niruri L= 0,4%);

· crataegus (C.oxyacantha);

· dróseras (D. rotudifolia, intermedia e longifolia);

· malva (M. sylvestris L);

· hortelã-pimenta (Mentha piperita L);

· cavalinha (Equisetum arvense L);

· sabugueiro (Sambucus nigra L);

· ginseng coreano (Panax gingeng C. A. Meyer);

· celidônia (Chelidonium majus- pequena quantidade);

· urtigas (U. dioica L ou U. urens e U. pilulifera);

· tanchagem (Plantago maior L);

· videira (Vitis vinifera);

· tília (T. cordata Mill);

· algas Macrocystis pyrifera e muitas ervas usadas como alimentos.

VITAMINA E – também conhecida como (alfa) tocoferol tem como principal ação regularizar a reprodução, combatendo esterilidades e evitando abortos, além de normalizar gestações. Exerce, junto com a vitamina A, importante ação antioxidante ao inibir a peroxidação lipídica. Age na cicatrização e se peroxida quando é antioxidante. Atua bem nos processos inflamatórios. Regenera-se em presença de vitaminas C, B2 e A. Entre muitas outras ações retarda o envelhecimento por nos proteger da poluição do ar. Onde encontrar:

· abacateiro (Persea americana Mill, syn Laurus persea L=Persea gratissima de Gaertn);

· alfafa (Medicago sativa L);

· pfáfia (Pfaffia sp);

· trigo (Triticum sativum Lank);

· castanha-do-pará (Bertholletia excelsa Humb. et Bonpi);

· algas Macrocystis pyrifera;

· agrião (Nasturtium off);

· as castanha-do-pará e de caju, nozes e pistache são recursos a serem usados em sua falta.

GERMÂNIO – Abundante na natureza parece nos ser útil apenas pela sugestão de estudos há pouco realizados (de Kazuhito Asai e outros mais recentes) que indicam o seu componente orgânico Ge-132, como estimulante da imunidade e da destruição de radicais livres do oxigênio. Russos o estudam como antitumorais. Plantas medicinais que o fornecem:

· Fucus vesiculosus;

· Fucus crispus;

· ginseng coreano (Panax gingeng);

· babosa (Aloe vera L);

· alho (Allium sativum L).

SELÊNIO – As substituições de células envelhecidas por novas, processo que ocorre com freqüência em nosso organismo, depende de Ácido Desoxirribonucleico e Ribonucleico e podem ser retardadas por oxidações em excesso. O selênio, antioxidante que reduz a oxidação de pontes sulfídricas das proteínas e na desnaturação do colágeno, trabalha aí. É tido como notável protetor do coração. Há evidências de bom uso na Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – Aids – (o Selênio é um elemento chave no sistema imunológico). Onde encontrar: ]

· alho (Allium sativum L);

· cebola (Allium sepa);

· cogumelo (champions e outros);

· levedura de cerveja (Saccharomyces cerevisiae);

· castanha-do-pará;

· alguns cereais integrais.

Além das plantas antioxidantes citadas por possuir as vitaminas e minerais acima, há muitas que agem como tal por possuir enzimas, flavonóides ou outras substâncias não interessantes ao nosso trabalho de agora. De exemplo citamos o arroz integral que tem radical anti hidroxila e antiradical superóxido; o boldo e o açafrão que bloqueiam a peroxidação lipídica.

 

Hebhert Oliveira – Raizeiro