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Pau D’alho

 

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Nome Científico: Gallesia integrifolia

Família: Phytolaccaceae

Características Morfológicas: Com altura média entre 15 e 30 metros, esta árvore pode ser considerada robusta. Tanto que seu tronco é largo (gira em torno de 70 a 140 centímetros de diâmetro). Possui ainda folhas glabras (sem pêlo) e brilhantes. E tem com uma característica geral e marcante, o cheiro de alho, em qualquer parte da planta.

Origem: Brasil.

Ocorrência Natural: Bahia, Espírito Santo, e Minas Gerais até o Paraná (na Floresta Atlântica) e Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná (na floresta semidecídua da bacia do Paraná).

Se você estiver andando pela mata num dia de alta umidade relativa (leia-se com aquele tempo nublado, de chuva) e sentir um forte cheiro de alho, não se preocupe: você não está sonhando com comida. Esta é a característica mais marcante da pau-d?alho. 

Frondosa e pioneira, ela pode ser aplicada em reflorestamento de áreas degradadas. Além disso, é usada em construções temporárias, sarrafos e na confecção de caixotaria e embalagens leves. 

Como proporciona uma ótima sombra, é comum tanto na arborização rural como no paisagismo de parques e grandes jardins. 

Ocorre preferencialmente em terrenos úmidos e de alta fertilidade. Ou seja: quando é avistada num determinado lugar na natureza, pode escrever: a terra local é boa. De crescimento rápido, atinge de 3 a 4 metros aos 2 anos.

Popularmente são conhecidas suas propriedades antiinflamatórias, sendo que a medicina popular utiliza o chá das raízes, casca e folhas, para o tratamento do reumatismo e úlceras; chá das folhas é utilizado no combate à gripe; e o cozimento das folhas e raspas da madeira é usado para banhar tumores ( REYES, 2003).
Em abril de 2004, Rudolf Trefzer esteve na fazenda para tomar conhecimento dos pratos feitos a base de verduras espontâneas no cafezal (serralha, serralhinha, caruru, oro–pro-nobilis, fazendeiro, beldroega, entre outras). Em contato com a arvore de Pau d’alho fez varias experiências com as folhas, cascas, raízes até chegar nos brotos tenros, encontrando um sabor muito rico semelhante ao alho. Neste dia nos contou que em varias partes do mundo a culinária substitui o alho por vários tipos de folhas de trepadeiras, arbustos e arvores e achou o sabor do Pau d’alho (G. integrifólia) muito interessante. Deste dia em diante, nos da fazenda, introduzimos o Pau d’alho na culinária e temos recebidos muitos elogios pelo sabor.

Rudolf Trefzer é redator da renomada revista gastronômica Marmite, nasceu e mora em Zurique na Suíça e em Luazzolo, é doutor em historia e trabalha como jornalista, escreve para diversos jornais na Suíça e Alemanha, abordando temas sobre enogastronomia.

Para compartilhar este rico tempero desenvolvemos:
- Pesto de Pau d’alho no azeite de oliva extra-virgem;
- Pesto de Pau d’ alho no limão cravo ( );
- Pesto de Pau d’ alho no limão cravo com pimenta cumbari;
- Pau d’alho desidratado à sombra.

Pau-d'alho

Enviado por Sergio Sigrist em sab, 05/16/2015 - 07:37

 

Nome científico: 

Gallesia integrifolia (Spreng.) Harms

Família: 

Phytolaccaceae

Sinonímia popular: 

Guararema, ibirarema

Sinonímia científica: 

Crateva gorarema Vell.

Partes usadas: 

Folha, casca do caule.

Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 

Compostos sulfurados.

Propriedade terapêutica: 

Antimicrobiana.

Indicação terapêutica: 

Tratamento de doenças do sistema linfático, vermes intestinais, gonorreia.

tags

Blenorragia - gonorreia - sífilis - doença sexualmente transmissível

Distúrbio do sistema linfático

Lombriga - verminose - ascaridíase


Nome em outros idiomas

Inglês: garlic wood

Espanhol: arbol de ajo

Origem
Árvore nativa do Brasil, ocorre naturalmente de norte a sul. 

Descrição [1,4]

É árvore de grande porte, frequentemente encontrada em florestas tropicais atlânticas e florestas estacionais semideciduais (ou mata mesófila, vegetação do bioma da Mata Atlântica). Produz madeira de vários usos e tem fragrância característica de alho, por essa razão é vulgarmente conhecida como "pau-d'alho".

Tronco de 70 a 140 cm de diâmetro, revestido por casca acinzentada com ritidoma lenticelado em linhas horizontais. A madeira moderadamente pesada, dura ao corte, grã irregular, textura média e grossa, de baixa resistência ao ataque de organismos xilófagos.

Folhas alternas espiraladas, elípticas a obovadas, coriáceaes, glabras. Flores pouco vistosas, monoclamídeas, dispostas em panículas terminais. Fruto do tipo sâmara de coloração paleácea, não comestível. Floresce durante os meses de fevereiro a abril. Os frutos amadurecem em setembro e outubro.

Uso popular e medicinal 

A decocção da madeira é utilizada no tratamento de doenças do sistema linfático e vermes intestinais. Um óleo essencial obtido da planta é utilizada no tratamento da gonorreia [5].

Um trabalho científico verificou os efeitos do hidrolato de Gallesia integrifolia na brotação e atividade enzimática em videiras cultivar Ives. G. integrifolia contém compostos sulfurados nas folhas e no óleo essencial presente na casca. Foi constatado a ocorrência de 19 compostos de enxofre através da realização de cromatografia sobre um extrato obtido através de extração usando éter etílico e hidrodestilação.

As substâncias ativas são compostos voláteis contendo enxofre e um grupo alilo (CH, CHCH2), especificamente dialil dissulfeto, o grupo sulfito encontrado no alho nas maiores concentrações.

Verificou-se que hidrolato de G. integrifolia atua como indutor de brotação em videiras cultivar Ives, aumentando o número de brotos germinados e o rendimento global.

A redução na atividade de catalase (enzima antioxidante produzida nos organismos vivos) e peroxidase (enzima associada a reações de deterioração oxidativa em frutos) indica que o mecanismo de ação dos compostos de enxofre sobre brotação em videiras é semelhante ao causado por baixas temperaturas ou pela aplicação de cianamida hidrogenada.

Os autores concluem que o hidrolato de pau-d´alho pode ser um método sustentável e economicamente viável na indução de brotação em videiras cultivar Ives, um agente alternativo de libertação de dormência, especialmente para a viticultura orgânica [4].

Composição do óleo essencial

Um trabalho foi realizado para identificar os componentes do óleo essencial extraído das folhas por hidrodestilação

Foram observados 36 compostos, dentre eles seis majoritários, como responsáveis por seu aroma e provável atividade biológica: 2,3,5-tritiahexano (1,77 %), 2,4,5,7,9-pentatiadecano (11,94 %), 2,3,4,6-tetratiaheptano (2,61 %), 2,3,4,6,8-pentatianonano (15,92 %), 2,4,5,7-tetratiaoctano (22,28 %), isofitol (5,73 %). O rendimento foi de 0,2%.

Segundo os autores, essas substâncias apresentam reconhecidas atividades antimicrobianas [6].