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CRAVO DE DEFUNTO

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Cravo-de-defunto

Nome científico: 

Tagetes erecta L.

Família: 

Compositae

Sinonímia popular: 

Cravo-fétido-da-índia, erva-de-tunis, maravilha, rojão.

Sinonímia científica: 

Tagetes corymbosa Sweet

Partes usadas: 

Folha, flor.

Constituintes (princípios ativos, nutrientes, etc.): 

Cineol, linalol, carvona, ocimeno, dextra-linoleno, fenol, anetol, eugenol, queretagetina, luteína e zeaxantina.

Propriedade terapêutica: 

Sudorífico, antiespasmódico, béquico, antirreumático, vermífugo, laxante, anti-helmíntica, aromática, digestiva, diurética, sedativa, estomáquica, inseticida, nematicida.

Indicação terapêutica: 

Indigestão, cólica, prisão de ventre grave, disenteria, tosse, febre, feridas, úlceras, eczema, dor nos olhos, reumatismo, dor nos órgãos sexuais, icterícia, angina.

tags

Má digestão - dispepsia

Cólica

Prisão de ventre - constipação - obstipação

Disenteria

Tosse - coqueluche

Febre

Ferida

Úlcera

Eczema

Reumatismo - artrite - artrose - dor articular

Alívio de dor

Icterícia

Difteria - crupe - angina maligna

Origem
T. erecta é nativa do México e Guatemala e provavelmente naturalizada na  América Central e América do Sul.

Descrição
Planta herbácea de odor forte. Possui folhas opostas, multifendidas, flores amareladas de cheiro tenso e desagradável. Frutos aquênios. 

É amplamente cultivada em todo o mundo como ornamental. Tem valor comercial devido a propriedade corante.

Uso popular e medicinal
O chá das flores e folhas é usado contra angina e cólicas uterinas. É sudorífico, antiespasmódico, béquico, antirreumático. O cravo-de-defunto é considerado estimulante e o óleo dele extraído é vermífugo. Suas raizes e sementes possuem efeito laxativo [1].

T. erecta é popular nos cemitérios. Em Honduras já foi usado um extrato de água das plantas para lavar cadáveres por causa da forte fragrância do óleo essencial, daí o nome comum em espanhol "flor de muerto". O nome em português "cravo-de-defunto" tem a mesma origem. Toda a erva é considerada medicinal com propriedades anti-helmíntica, aromática, digestiva, diurética, sedativa e estomáquica. Usada internamente para tratar a indigestão, cólicas, prisão de ventre grave, disenteria, tosse e febre. Externamente serve para tratar feridas, úlceras, eczema, dor nos olhos e reumatismo [2]. 

Na África Oriental suas raízes são ingeridas com "oyster nut" (Telfairia pedata, conhecida em português como "sabina") para aliviar dores nos órgãos sexuais. Em Mauritius uma decocção das flores é bebida contra icterícia. Secreções das raízes têm efeitos inseticida e nematicida [2]. 

Esse vegetal é às vezes plantado em lavouras como repelente de insetos devido ao seu cheiro peculiar acentuado, embora a mesma seja suscetível a pragas de insetos. Na Índia é cultivada por seu óleo essencial [2].

T. erecta é considerada ícone da medicina tradicional mexicana, onde há milênios é indicada principalmente para distúrbios digestivos e respiratórios. As recomendações práticas são o chá das folhas com hortelã e camomila (como digestivo, vermífugo, analgésico, carminativo); com limão (para doenças do fígado e da vesícula biliar); com canela para combater cólicas menstruais [3,4].

Pétalas de cravo-de-defunto maceradas em ½ litro de azeite de oliva extravirgem tem diversos usos. Essa combinação de antioxidantes das pétalas com antioxidantes do azeite é excelente cardioprotetor, ajuda a diminuir níveis elevados de colesterol, inibe a oxidação de lipídios no sangue, protege as paredes da artéria contra a oxidação e combate a hipertensão. É uma boa fonte de luteína e zeaxantina, componentes de primeira ordem para a saúde da retina. Sabe-se que degeneração macular está associada a deficiência de luteína e zeaxantina na dieta moderna [4].

Dosagem indicada [1]

Uso geral (angina, cólicas uterinas, sudorífico, antiespasmódico, béquico, antirreumático). Chá em dose normal (20 g do material verde ou 10 g do material seco para cada litro de água). Adultos tomam de 4 a 5 xícaras por dia. Adolescentes entre 10 a 15 anos tomam 3 a 4 xícaras ao dia.

Reumatismo. Colocar um punhado de pétalas de cravo-de-defunto em uma garrafa com álcool. Deixar repousar até que o álcool fique amarelo. Passar esse líquido no local dolorido e massagear por alguns minutos.

Paralisia, reumatismo, congestão. Juntar um punhado de cravo-de-defunto, um punhado de cipó-puca, um pedaço de abuta, um punhado de gergelim-preto e um punhado de arruda. Esmagar todos e colocar em infusão em 1 litro de álcool. Deixar ao sol durante 4 dias. Friccionar a parte afetada.

Outros usos [2]
As flores secas em pó são úteis na alimentação de aves para realçar a cor amarela da carne e da gema de seus ovos. Usado de forma semelhante como alimento em salmões e crustáceos.

Na Europa Ocidental o extrato das flores serve como corante - do amarelo ao laranja - em saladas, sorvetes, produtos lácteos, alimentos com alto teor de gordura, refrigerantes, produtos de panificação, doces e confeitos. 

Flores frescas e secas costumam ser usadas no tingimento de lã, seda e fibras de celulose em tons de amarelo-dourado ao laranja e verde-oliva de bronze, dependendo das substâncias mordentes (que fixa uma matéria corante) utilizadas.