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Barbatimão

 

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POTE 100 g.
PARTES USADAS: Cascas

ORIGEM DO PRODUTO: Brasil

DESCRIÇÃO:
O Barbatimão é uma árvore que pode medir entre 4 e 6 metros. Possui caule e ramos bastante tortos, com poucas folhas e é recoberta por casca de aspecto rugoso. Ocorre em terrenos arenosos ou argilosos bem drenados e pouco férteis. Sua casca a protege contra o fogo, o que é comum no ambiente em que vive. Rebrota após corte, persistindo em pastos onde se cria gado, a ponto de ser considerada, por pecuaristas, como daninha. A casca é bastante utilizada no curtimento de couro e possui propriedades cicatrizantes.

INDICAÇÃO: O chá de Barbatimão é adstringente e tônico, também é usado em inflamações do útero e ovários, hemorragia interna, cicatrizante, cistos, miomas, blenorragia, corrimento vaginal, úlceras, feridas,  afecções da garganta, colite, diarréia, hemoptises, hemorragia uterina.
Uso externo: Como cicatrizante e para lavagem íntima.


COMO FAZER: Coloque 2 colheres de sopa para um litro de água.
Deixe cozinhar por cerca de 10 minutos a partir do momento em que se inicia a ebulição, após esse tempo, retire do fogo e deixe repousando, tampada, por 10 minutos. Coe e está pronto para o uso. 

COMO BEBER: Tomar de 2 a 3 xícaras ao dia. 

Uso externo: Coloque 1 colher de sopa da casca em 1 litro de água morna, para uso sob a forma de banhos, gargarejos, lavagens vaginais e uterinas.  


Pesquisadores da UFF usam planta medicinal brasileira contra veneno da surucucu

Uma pesquisa apresentada na manhã de hoje (20) pela Universidade Federal Fluminense (UFF) revelou que o barbatimão, uma planta medicinal da biodiversidade brasileira, pode neutralizar o veneno da cobra surucucu. A descoberta dessa propriedade do barbatimão pode significar um antídoto quase 50% mais barato do que o soro antiofídico usado atualmente.

De acordo com o orientador do estudo, o biomédico e professor do Instituto de Biologia da UFF André Lopes Fuly, a surucucu “é uma serpente que, apesar de registrar número de acidentes no Brasil pequeno [2% do total de mais de 49 mil casos registrados entre 2001 a 2006 pelo Ministério da Saúde], quando comparada com jararaca, responsável por 90% dos ataques, o índice de letalidade dela é bastante expressivo, três vezes mais letal que o da jararaca”.

Fuly destacou ainda que o baixo número de acidentes também compromete a produção do soro para o veneno da surucucu. Para o biomédico, a escassez de pesquisas é apenas um dos aspectos que justificam a busca por alternativas antiofídicas.

“O soro é produzido por três laboratórios públicos no Brasil [Instituto Vital Brazil, em Niterói; Instituto Butantan, em São Paulo, e Fundação Ezequiel Dias, de Belo Horizonte] e tem vantagens e desvantagens, como qualquer outro tratamento. A vantagem é que, apesar do índice elevado de acidentes [com cobras], o número de óbitos é baixo. Mas as desvantagens são importantes, como as reações alérgicas dos pacientes [de 30% a 40% dos casos], que podem evoluir para o óbito, o processo de produção e logística de transportes é caro e, ainda, o soro não reverte os efeitos do veneno com 100% de eficácia”, explicou Fuly.

A tese desenvolvida pelo pesquisador Rafael Cisne de Paula, sob a orientação do biomédico, revelou ainda que o barbatimão, já reconhecido pela Agência Nacional de Saúde (Anvisa) como medicamento fitoterápico com propriedades cicatrizantes e antidiarreicas, foi eficiente também na inibição do veneno da surucucu, mesmo depois de submetida ao aquecimento de 80 graus Celsius (°C).

“Trinta gramas [da planta] podem ser compradas, na internet, por R$ 3,00. Dez gramas é uma quantidade razoável para fazer o chá e guardar, já que [o chá] não requer tantos cuidados como o soro para armazenamento. Isso já reduz muito o custo da logística e da produção”, explicou o orientador do estudo.