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ARANTO

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Para que serve o aranto e como consumir

Setembro 2019

O aranto, também conhecido como fortuna, é uma planta medicinal com origem na ilha africana de Madagascar, mas pode ser facilmente encontrada no Brasil. Além de ser uma planta ornamental e de fácil reprodução, possui propriedades medicinais que devem ser usadas com atenção pelo risco de intoxicação com suas altas dosagens.

Não deve-se confundi-lo com o amaranto que é um cereal sem glúten rico em proteínas, fibras e vitaminas. Confira aqui os benefícios do amaranto.

O nome científico do aranto é Kalanchoe daigremontiana e plantas pertencentes a essa família possuem a substância bufadienolídeo com propriedades que podem ser eficazes no combate ao câncer. Essa associação ainda não está totalmente esclarecida por estudos científicos e ainda necessita de mais pesquisas.

 

Para que serve

O aranto é popularmente utilizado no tratamento de doenças inflamatórias e infecciosas, nos episódios diarreicos, febres, tosses e na cicatrização de ferimentos. Por possuir ações sedativas também usa-se em pacientes com doenças psiquiátricas como os ataques de pânico e a esquizofrenia.

Pode ser eficaz no combate ao câncer devida sua potencial propriedade de citotoxicidade, atacando as células cancerígenas. Porém, até o momento, ainda não há comprovações científicas suficientes desse benefício com o consumo direto das folhas da planta.

Propriedades medicinais

aranto possui ações anti-inflamatórias, anti-histamínicas, cicatrizantes, analgésicas e potencialmente antitumorais.

Modo de uso

O uso popular do aranto é feito com o consumo de suas folhas na forma de sucos, chás ou cruas em saladas. Não devem ser ingeridas mais de 30g de aranto por dia pelo risco de efeitos tóxicos no corpo com suas altas dosagens.

A aplicação em feridas também é tradicionalmente utilizada para acelerar o processo de cicatrização.

Antes de iniciar o consumo do aranto deve-se consultar o médico e é indispensável a certificação de que se trata da planta correta para não correr o risco de ingerir espécies de plantas tóxicas ao ser humano.

Possíveis efeitos colaterais

Há riscos de intoxicação com o consumo acima de 5 gramas/dia/Kg de quem consumir o aranto. Dessa forma, recomenda-se uma dose diária de no máximo 30 gramas da folha, pois a ingestão de uma dosagem maior pode causar paralisia e contrações musculares.

Contraindicação

O consumo de aranto é contraindicado para mulheres grávidas pois pode interferir nas contrações uterinas. Crianças, pessoas com hipoglicemia e com pressão baixa também não devem consumir a planta.

Não há outras contraindicações, dentro da dose diária indicada, por não ser o aranto classificado como planta tóxica, mas é indispensável consultar o médico antes de iniciar o consumo do aranto.

 

Aranto mata células do câncer e pode servir de tratamento? Não é bem assim

Boato que circula na internet até tem fundamento, mas pesquisas estão em fase preliminar e não suportam o tratamento – fora que a planta pode ser tóxica

Por Chloé Pinheiro

O aranto é uma planta que veio da África, mas se adaptou muito bem no Brasil. (Foto: Divulgação/SAÚDE é Vital)

aranto (nome popular da kalanchoe daigremontiana) é uma planta ornamental que vem sido divulgada no universo online como suposto tratamento para o câncer. Vídeos com mais de um milhão de visualizações no Youtube, com depoimentos de agricultores ou pessoas não identificadas, dizem que seu extrato é capaz de matar células tumorais. Verdade ou fake news?

Conhecido também como “mãe de milhares”, o aranto é nativo da África, mas se adaptou facilmente ao clima brasileiro, onde também é encontrado. Trata-se de uma kalanchoe, uma espécie de planta suculenta que vive bem em regiões tropicais e subtropicais. Elas são utilizadas pela população da África e das Américas no tratamento de infecções e inflamações.

Só que existem poucos estudos confiáveis sobre as propriedades farmacológicas da família. A maioria é feita in vitro, ou seja, com células isoladas.

“As pesquisas não chegaram na fase clínica, que testa os efeitos terapêuticos em seres humanos”, aponta o biomédico João Ernesto Carvalho, diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual de Campinas, no interior de São Paulo, e membro da Câmara Técnica de Fitoterápicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

De onde vem a história que aranto cura o câncer?

A ciência começou a explorar há alguns anos a capacidade das kalanchoes em combater o câncer. Por exemplo, um estudo de 2015, conduzido por cientistas cariocas, mostrou que compostos isolados de outro tipo de kalanchoe, a tubiflora, podem atuar contra células agressivas de leucemia.

“Há trabalhos promissores em fase bastante inicial, mas que não justificam de forma alguma o uso da planta para tratamento de tumores”, comenta Sonia Costa, química do Núcleo de Pesquisas de Produtos Naturais da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e uma das autoras do experimento.

O grupo de Sônia, um dos que mais se dedica à investigação das kalanchoes no Brasil, já descobriu outras possíveis propriedades delas, como a ação contra os vírus do herpes. Entretanto, não dá para extrapolar esses achados ou outros para a realidade. “Não existem pesquisas que comprovem a atividade e a segurança da planta em seres humanos”, reforça Sonia.

Infelizmente, das opções em geral que parecem promissoras em testes iniciais, pouquíssimas se dão bem nas pesquisas com gente como a gente.

Em resumo, o uso caseiro do aranto e de seus familiares – seja como extrato, seja como um suco feito a partir das suas folhas – não deve ser visto como um tratamento para o câncer. “Há inclusive compostos na planta que podem ser tóxicos ao coração, especialmente para indivíduos com alguma doença cardiovascular”, alerta Carvalho

Possibilidades para o futuro

Análises químicas das kalanchoes, incluindo o aranto, comprovam que elas carregam substâncias que seriam benéficas ao organismo, como quercetinas, flavonoides e ácidos fenólicos. Assim, é possível sejam mesmo empregadas para combater enfermidades no futuro.

Mas, para que essa planta – e qualquer outra – tenha algum valor como remédio, é preciso saber exatamente sua composição e a dosagem de cada substância, além do melhor método de produção, dos efeitos colaterais e, especialmente, dos reais benefícios.

Como chegar a isso? Avançando nas pesquisas e, se tudo der certo, fazendo testes em seres humanos, o que simplesmente inexiste até o momento.

Cuidado com as “plantas anticâncer”

Diversas espécies são estudadas por sua ação antitumoral, mas não há dados robustos sobre tratamentos naturais até agora. “As melhores opções até o momento são a quimioterapia, radioterapia e outras terapias convencionais”, aponta André Gonzaga dos Santos, do departamento de Princípios Ativos Naturais e Toxicologia, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual Paulista de Araraquara.

Mesmo que haja um efeito positivo em determinado vegetal, a concentração de seus compostos benéficos varia conforme o clima e o solo onde ele cresce. “Uma xícara de chá, por exemplo, nunca terá a quantidade exata do composto do que outra”, comenta Santos. “E o uso concomitante de plantas medicinais com as terapias convencionais pode prejudicar o paciente”, finaliza o Gonzaga dos Santos.