Descrição: C:\Users\Ervas\Desktop\Ervas Londrina\index_arquivos\image002.jpg

Voltar ao menu principal

COENTRO GRÃO

 

 

Descrição: Coentro

 

Descrição: http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQ7eda7xeH5j2v7oZ1069GkHMQa7YbTv8YdqdwlbGGBrGc6osr1

Descrição: http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcR2rSDYy57tDvVQSEFFrtoJFsrZn-zY8I-UbzFHhMdfAOY3r8nc Descrição: http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQXpbHD-r5WO7hUANlCABJ6N2YVPIjIAhOaNXM1QdrM9mGAR0eE

 

Entre as Umbelíferas, encontra-se também o coentro (Coriandrum sativum), cultivado e subespontâneo entre as messes e campos de quase todo País.

O coentro semeia-se em filas de 25 cm de separação. O peso de mil sementes é de 9,1 a 9,8 g; a capacidade de germinação é de 77% em média; germinação em duas ou três semanas. Para 100 m2 calculam-se 250 g de semente, sendo a colheita nessa mesma extensão de uns dez a vinte quilos.

Quando os frutos começam a amadurecer cortam-se as plantas ou então debulham-se ou expõem-se ao sol sobre panos até os frutos caírem maduros. O coentro seco é de cor de castanha, cheira aromaticamente e é um pouco doce.

Na medida do possível deve ser conservado em latas bem fechadas, para não perder o aroma.

COMPOSIÇÃO E PROPRIEDADES

Os elementos ativos até hoje conhecidos são os que se encontram nos frutos: 0,8-1,0% de óleo essencial de cilantro, óleo gordo, ácido málico, um pouco de tanino, açúcar, pectina, vitamina C e fécula.

O modo de atuação só se conhece empiricamente. Supõe-se que o coentro reforça o estômago, resolve os espasmos, faz desaparecer a flatulência, corta a diarréia e é vermífugo. A planta tem sido objeto de pouco estudo científico.

EMPREGO COMO CONDIMENTO

O cheiro a especiaria nos frutos frescos suaviza-se depois de secos e torna-se muito agradável. O seu emprego principal é o de pastelaria e confeitaria de todas as espécies, começando nos biscoitos e bolachas e acabando no pão, assim como em frutas ácidas e especiarias. Açucarados, os frutos constituem uma guloseima.

O coentro combina além disso com hortaliças, como a couve, o repolho e os espinafres; também é compatível com os regimes dietéticos.

NOME CIENTÍFICO

Coriandrum sativum L.

FAMÍLIA

Umbelliferae

ORIGEM

Costa do Mediterrâneo (Sul da Europa, Oriente Médio e África do Norte)

CARACTERÍSTICAS DA PLANTA

Planta anual, herbácea, com caule cilíndrico, estriado e pouco ramificado, que pode atingir de 0,70 a 1,00m de comprimento. As folhas são de coloração verde-brilhante e apresentam-se em duas formas: as inferiores pinadas e as superiores bipinadas. Exalam um aroma forte e fétido quando esmagadas, lembrando o cheiro exalado por percevejos.

CARACTERÍSTICAS DA FLOR

As flores, pequenas e de coloração branca ou róseo-violácea, estão dispostas numa inflorescência do tipo umbela. O florescimento ocorre entre a primaverae o verão.

É importante lembrar que antes da decisão de investir no cultivo de plantas medicinais e aromáticas, principalmente para quem não tem experiência com estas culturas, é obter mais informações sobre o assunto, para conhecer todas as etapas e técnicas envolvidas na produção.

É aconselhável procurar orientação de instituições de pesquisa ou profissional capacitado, para se informar quais plantas são mais indicadas para serem cultivadas na propriedade, em função da localização e tipo de solo da mesma, entre outros fatores. Deve-se ainda, realizar pesquisa de mercado procurando descobrir quais são os compradores mais próximos, qual a possibilidade de negociar a produção, entre outros pontos importantes.

Traremos apenas informações gerais e sobre o cultivo desta planta, visando sua exploração comercial, fornecendo ainda alguns endereços para mais informações.

De modo geral, para qualquer planta de uso aromático e medicinal, para se iniciar uma cultura seja a nível comercial ou mantê-la na horta doméstica, as sementes e mudas devem ser adquiridas de produtores ou de viveiros de mudas idôneos, que garantam a identificação botânica correta.

Alguns aspectos referentes a colheita e pós-colheita devem ser conhecidos, como por exemplo:

Determinação do momento ideal da colheita, que varia de acordo com o órgão da planta, estádio de desenvolvimento, época do ano e hora do dia;

Conhecimento de qual parte da planta contém o princípio ativo de interesse;

A colheita de sementes é realizada quando elas estão completamente amadurecidas ou no caso de serem deiscentes (que caem após o amadurecimento), antecipa-se a colheita para evitar as perdas;

A colheita deve ser realizada em períodos sem ocorrência de chuvas, preferencialmente no período da manhã, após o orvalho ter evaporado;

As ferramentas utilizadas variam de acordo com as partes que serão colhidas. Normalmente são utilizadas ferramentas simples: tesouras de poda (caule e folhas) e pás, enxadas e enxadões (raízes e partes subterrâneas);

O material cortado é acondicionado em recipientes adequados à parte colhida ( sementes, flores, outros);

O material coletado tem destinos variados: uso direto do material fresco, extração de substâncias ativas ou aromáticas do material fresco e secagem para comercialização "in natura".

Embora não tenhamos como objetivo indicar o uso medicinal desta ou de qualquer outra planta, destacamos algumas recomendações contidas no livro Plantas e Saúde - Guia Introdutório à Fitoterapia:

Utilize somente plantas medicinais conhecidas;

Procure conhecer a parte da planta que serve como remédio (raiz, caule, folha ou flor);

Não colete plantas medicinais nas margens de rios ou córregos poluídos e esgotos, bem como na beira de estradas, devido as substâncias tóxicas liberadas pelo escapamento dos veículos;

Procure conhecer as plantas que são tóxicas;

Tenha cuidado ao comprar ervas medicinais, observando sempre o seu estado de conservação (se não tem mofo, insetos, etc);

Procure conhecer o modo de preparo das plantas utilizadas como remédio (infusão, cozimento, etc);

Estar atento a indicação de uso da planta, se é para uso interno (beber) ou externo (compressa, cataplasma, etc);

Não substitua imediatamente o remédio dado pelo seu médico por plantas indicadas por amigos. Procure antes conversar com seu médico.

Após estas ressalvas, passaremos a tratar sobre o cultivo do Coentro.

O cultivo do Coentro

NOME CIENTÍFICO

Coriandrum sativum L.

DESCRIÇÃO E ORIGEM

Planta herbácea anual, pertencente a família das Umbelíferas. É nativa em países da Europa.

ALTURA

Média de 25 a 60 cm.

CAULE

Cilíndrico, estriado, um pouco ramificado.

FOLHAS

Coloração verde-brilhante, alternadas, pinadas ou bipinadas.

FLORAÇÃO

Ocorre entre a primavera e o verão.

FRUTOS (OU SEMENTES)

Possuem diâmetro entre 1,5 a 5 mm.

VARIEDADE

Branca e roxa.

FINALIDADE

P lanta de uso medicinal e aromática.

PARTES DAS PLANTAS UTILIZADAS

Uso aromático

Frutos (sementes) bem maduros e secos. As folhas verdes e frescas são também empregadas na culinária.

As folhas do coentro só podem ser conservadas sob refrigeração. As folhas e frutos verdes exalam um odor forte e desagradável característico desta planta (se assemelha ao odor de percevejo "esmagado").

Uso medicinal

Frutos.

CULTIVO

Clima

O coentro é uma planta que tolera bem tanto o frio como o calor, assim como curtos períodos de seca.

Plantio

Através de seus frutos ou sementes.

Solo

São preferidos os solos férteis, profundos, bem drenados e com boa exposição à radiação solar. Devem ser evitados solos ácidos e os que retêm muita umidade.

Fertilidade do solo e adubação

Solos ricos em nitrogênio e adubações nitrogenadas intensas devem ser evitadas, pois o excesso de nitrogênio atrasa o amadurecimento das sementes ou prolonga o período de progressivo amadurecimento e reduz a produção. Adubações com fósforo e potássio no mesmo ano do plantio produzem sementes mais aromáticas.

PREPARO DO SOLO

Aração e gradagem.

QUANTIDADE DE SEMENTES POR HECTARE

15 a 25 kg.

SEMEADURA

Semear em local definitivo.

ÉPOCA DA SEMEADURA

Cada região tem sua época mais adequada, mas recomenda-se que seja feita no início da primavera. A semeadura deve ser programada de forma que a colheita não coincida com épocas de chuvas intensas, o que prejudica a colheita.

Deve-se evitar a semeadura no período de inverno, devido principalmente ao risco de ocorrência de geadas. Para culturas em escala comercial, devido ao rápido amadurecimento dos frutos, sugere-se que a semeadura seja realizada aos poucos, em etapas, para evitar que a colheita de toda a área cultivada seja realizada de uma única vez, o que poderia gerar perdas durante a colheita, pois as sementes maduras e secas caem facilmente no solo, reduzindo o rendimento.

ESPAÇAMENTO ENTRE LINHAS

Usar espaçamento de 30 cm, para solos livres ou com pouca ocorrência de plantas daninhas. Para solos onde é freqüente a infestação por invasoras, o espaçamento é feito de acordo com a largura do cultivador que será utilizado.

PROFUNDIDADE DE SEMEADURA

As sementes devem ser semeadas nos sulcos das linhas a uma profundidade de 2 a 2,5 cm, e cobertas com 1 a 2 cm de terra.

Utilizar espaçamento de 2 a 5 cm, entre as sementes na linha.

GERMINAÇÃO

Ocorre no período de 7 a 14 dias. Deve-se então realizar o desbaste, eliminando as plantas fracas e determinando-se o espaçamento final entre uma planta e outra na linha, de 15 a 25 cm.

TRATOS CULTURAIS

Realizar controle e combate de ervas daninhas. Irrigar ou drenar o solo, e adubar, sempre que necessário.

COLHEITA DOS FRUTOS

É realizada a partir do momento em que 50 a 60% dos frutos, apresentam cor amarelo-dourado ou marrom-claro-amarelado, ou pardo, conforme a variedade. A colheita é feita, cortando-se os ramos com as umbelas (extremidades dos ramos onde estão os frutos). As umbelas cortadas podem ser colocadas em recipientes sem furos, para serem transportados para o local de secagem.

MÃO-DE-OBRA

Treinada para reconhecer o período ideal da colheita e realizar todos os procedimentos relacionados à mesma.

COLHEITA DAS FOLHAS

É feita a partir do momento em que a planta possui folhas suficientes que possam ser colhidas, sem prejudicar o seu desenvolvimento, encerrando a colheita quando surgirem os primeiros órgãos que originarão as flores.

Bibliografia

COSTA, M.A. (et al). Plantas e Saúde - guia introdutório à Fitoterapia. Governo do Distrito Federal, 1992. 88 p.

MARTINS, E.R.; CASTRO, D.M.; CASTELLANI, D.C.; DIAS, J.E. Plantas Medicinais. Universidade Federal de Viçosa. 1994. 220p